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Medicamentos para a doença de Parkinson evoluem

Medicamentos para a doença de Parkinson evoluem

Os estudos sobre a doença de Parkinson não param, mas nenhum até agora conseguiu encontrar a cura para o mal ou mesmo determinar o que leva uma pessoa a desenvolvê-lo. A boa notícia é que os medicamentos para controlar os sintomas da doença de Parkinson melhoraram e podem retardar a evolução da doença por muitos anos.

“O padrão ouro de tratamento ainda é a medicação. Ela substitui a dopamina que a gente produz e que está deficiente no Parkinson. É um medicamento antigo, mas que hoje tem melhores formas de apresentação, com liberação lenta, mais próxima à fisiológica [função natural do corpo]”, explica o neurologista, professor do curso de Medicina da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Dr. Mauro Gomes Araújo.
Segundo ele, existem avanços também na forma de identificar a doença. Embora o diagnóstico seja basicamente clínico, pelos sintomas que a pessoa tem, dois exames podem auxiliar o médico no processo.

“O ultrassom transcraniano vê a densidade da substância negra do cérebro, que no parkinsoniano pode estar alterada. Outra possibilidade é a cintilografia cerebral usando uma substância química [como um contraste]que mapeia as áreas com deficiência de dopamina”, diz o médico.

O Dr. Araújo destaca que há modificações clínicas que precedem a doença na parte motora. “Por exemplo, perda de olfato, alterações intestinais e um distúrbio comportamental que ocorre durante o sono, deixando o indivíduo agitado. São alterações que, às vezes, ocorrem dez anos antes de descobrir a doença”.

 

Fonte: Guia da Farmácia

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