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Genéricos completam 20 anos gerando economia de R$ 127 bilhões

Genéricos completam 20 anos gerando economia de R$ 127 bilhões

A Lei 9.787 que institui os medicamentos genéricos no Brasil 20 anos de existência no último dia 10 de fevereiro. Nestas duas décadas, esses medicamentos mudaram radicalmente o panorama da indústria farmacêutica e se consolidaram como eixo central da ampliação do consumo de medicamentos no País.

O uso de medicamentos para controle do colesterol, por exemplo, cresceu mais de 2.320% desde que a lei dos genéricos foi instituída em 1999. O consumo de anti-hipertensivo, por sua vez, aumentou 743% nas últimas duas décadas e os medicamentos para o tratamento de diabetes registraram expansão de mais e 1368% neste mesmo período.
Esse aumento exponencial do consumo decorre do fato dos genéricos serem confiáveis, seguros e custarem, por lei, 35% menos que os medicamentos de referência. “O bionômio preço e qualidade que os genéricos representam foi fundamental para a ampliação do acesso a medicamentos no país”, diz a presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), Telma Salles.

Para se ter uma ideia do que isso significa, nestes 20 anos, os genéricos proporcionaram uma economia de mais de R$ 127 bilhões em gastos com medicamentos para os consumidores brasileiros. O valor, entretanto, é potencialmente maior, já que este indicador não captura os reais descontos praticados pela indústria, em média muito maiores que o estipulado na legislação. Telma Salles lembra ainda que o cálculo da economia também não contempla o efeito extra que os genéricos exercem na regulação de mercado. Sempre que um genérico novo é lançado, lembra a executiva, os fabricantes de medicamentos de referência se vêm obrigados a reduzir seus preços para manter a competitividade e isso também resulta em economia para o consumidor.

Investimento da indústria nos genéricos

Hoje, mais de 120 laboratórios possuem linhas dedicadas à produção de genéricos no mercado brasileiro. São mais de 3.800 registros disponíveis em 21,7 mil apresentações para os consumidores, cobrindo praticamente todas as doenças conhecidas.

Todo este conjunto criou um mercado vigoroso. Só em 2018, foram vendidas 1.4 bilhão de unidades de medicamentos genéricos no País, volume 11,03% maior que o registrado em 2017. Hoje, esses medicamentos representam 33,7% do mercado farmacêutico total no País, pelo critério de unidades produzidas. “O robusto conjunto de controles criou uma indústria forte e de qualidade que está pronta para seguir crescendo nos próximos 20 anos”, conclui Telma Salles.

Fonte: Guia da Farmácia

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